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VIOLÊNCIA NA ADOLESCÊNCIA

VIOLÊNCIA NA ADOLESCÊNCIA

 

 

A causa que leva muitas vezes os adolescentes a praticar violência para com os outros é a falta de atenção por parte da família, o stress e a solidão! Muitos adolescentes de hoje sofrem tensões e frustrações perante as quais se encontram muito sozinhos e indefesos. É assim que nasce a rebeldia agressiva, própria das pessoas inseguras, a qual, por vezes, desemboca em condutas transgressivas e violentas.

Acontece que a viagem desde a infância até à idade adulta costuma efectuar-se actualmente com menos companhia educativa e com menor equipamento de pautas de conduta do que há alguns anos atrás, o que contribui para aumentar o stress de transição típico desta etapa da vida.

Parte do stress é consequência de viver num lar destruído, ou pertencer numa família, que de facto não existe vida familiar. Actualmente, muitos pais proporcionam aos filhos tudo aquilo que eles lhes pedem no campo material, mas não lhes dão tempo sem pressas, critérios morais, apoio emocional ou bons exemplos. Os adolescentes, para construírem a personalidade que está a nascer, têm necessidade de modelos com os quais se identifiquem, mas nem sempre os encontram na família. O stress agrava-se com as expectativas pouco realistas de alguns pais instalados na “cultura do êxito”. Querem, a todo o custo, filhos vencedores; exigem-lhes que sejam os melhores da turma, que façam a carreira universitária que eles não puderam fazer ou que está na moda, sem colocarem a questão de se os filhos têm capacidade ou interesse para isso. É frequente que estes filhos acabem por ficar destruídos por dentro: culpam-se a si mesmos por não terem sabido corresponder ao que se esperava deles.

Alguns casos de violência por parte de adolescentes.

1.             “Charles Andrew Wiliams, um adolescente de 15 anos, disparou várias vezes contra os seus companheiros de turma com uma pistola do pai que tinha sempre à mão. Sabe-se que tinha muito má imagem de si mesmo, devido a ser considerado na escola como uma pessoa estranha, o que o convertia em alvo de todas as brincadeiras. Também se sabe que tinha mudado para a localidade onde se deu o acontecimento uns meses antes, após o divórcio dos pais, ruptura que dividiu a família e o forçou a separar-se da mãe e do seu único irmão. Charles sentia-se um “Zé Ninguém” naquela idade em que se necessita de começar a ser alguém. Para se livrar de um vício de identidade que se tornava insuportável, tinha começado a beber e a fumar: queria ser um rapaz bem aceite por todos. Como isto não serviu para ganhar a admiração dos outros, tinha de fazer algo com grande impacto social: disparar em público com uma arma de fogo. Desse modo, seria notícia no dia seguinte em todos os meios de comunicação social. Charles preencheu o seu vazio de identidade com uma identidade negativa dada pela sociedade: transformar-se-ia no rapaz que protagonizou um tiroteio em Santee (Califórnia).”

2.           “Beatriz é vítima de agressões na sua escola, um fenómeno que está a aumentar. A estudante de 14 anos começou a ser alvo de bullying por parte de alunas de outra turma há seis meses e agora é protegida pelos seus colegas. Beatriz é vítima de violência de maus tratos de forma contínua e prolongada por parte dos seus colegas de escola, um fenómeno que estará a aumentar em todo o país, embora o Ministério da Educação e a Procuradoria-geral da República não tenham dados sobre o bullying. Esta aluna de 14 anos da Escola Secundária Jorge Peixinho, no Montijo, é vítima de agressões há seis meses e os seus olhos são o espelho do medo que sente, isto depois das ameaças psicológicas e verbais de colegas de outra turma que começou a receber em Junho. As agressões físicas começaram a 1 de Outubro, com o regresso às aulas, tendo recebido uma suspensão idêntica à da agressora só por se ter defendido, contou o pai da jovem à TSF. «Deu uma estalada na outra. Entretanto, juntou-se um grupo de três ou quatro e deram-lhe uma tareia. Das pessoas que lhe deram uma tareia, só uma é que teve seis dias de suspensão com pena suspensa», explicou Luís Carreira. Beatriz passou pela urgência do Hospital do Montijo de onde seguiu um relatório anexado à queixa que os pais fizeram de imediato na PSP, algo que acabou por não valer de nada, pois a violência subiu de tom. «Dão-lhe empurrões, chamam-lhe nomes. Mandam-lhe mensagens que estão entregues neste momento no Conselho Directivo com ofensas gravíssimas e com ameaças físicas. Essas miúdas, que são de outra turma, fizeram-lhe uma espera fora da escola e deram-lhe uma tareia grande», acrescentou Luís Carreira. Depois desta agressão em Novembro, a Internet foi o alvo seguinte, com um «hi5 em nome da minha filha, com fotografias no nome dela» e com o seu número de telemóvel para lhe ligarem e «com palavras que não vamos referenciar porque são demasiado ofensivas», conta o pai. Apesar de a página no hi5 ter estado apenas aberta pouco mais de 24 horas, a mãe Clara conta que «recebeu propostas do 'arco da velha'», ao atender o telemóvel da filha e que agora os colegas da turma da filha a protegem numa altura em que as notas de Beatriz estão a baixar. «Hoje vai um levá-la a casa. No dia seguinte, vai outro buscá-la a casa. Depois no mesmo dia, vai um terceiro levá-la. Revezam-se até voltar ao mesmo. Sempre os rapazes. Se quiser ir à casa de banho, que fica na outra ponta da escola, vai sempre um colega com ela», acrescentou.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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